sábado, 3 de junho de 2017

NA CULTURA DA PAZ (página psicografada)

"Bem-aventurados os pacificadores 
porque serão chamados filhos de Deus." - JESUS (Mateus, 5:9)

Na cultura da paz, saibamos sempre:

respeitar as opiniões alheias como desejamos seja mantido o respeito dos outros para com as nossas;
colocar-nos na posição dos companheiros em dificuldades, a fim de que lhes saibamos ser úteis;
calar referências impróprias ou destrutivas;
reconhecer que as nossas dores e provações não são diferentes daquelas que visitam o coração do próximo;
consagrar-nos ao cumprimento das próprias obrigações;
fazer de cada ocasião a melhor oportunidade de cooperar a benefício dos semelhantes;
melhorar-nos através do trabalho e do estudo, seja onde for;
cultivar o prazer de servir;
semear o amor, por toda parte, entre amigos e inimigos;
jamais duvidar da vitória do bem.

Buscando a consideração dos pacificadores, guardemos a certeza de que a paz verdadeira não surge espontânea, de vez que é e será sempre fruto do esforço de cada um.

(Espírito Emmanuel, médium Francisco Cândido Xavier, na obra "Ceifa de Luz", ed. FEB) 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

REFLEXÕES ACERCA DA CARIDADE - Fidelis Chamone Jorge*

2ª parte, final

Sentido filosófico-moral da Caridade

A caridade no sentido filosófico-moral é usada em contraposição ou antítese da justiça. Desta maneira visamos ao bem e à segurança do próximo, como de nós mesmos. Objetivamos o suprimento daquilo que falta ao homem, não por seus direitos adquiridos por lei, senão por suas próprias necessidades. O que é bem outra coisa, porque a justiça luta pelos direitos do homem, vendo-o não como um todo, num complexo social, mas como indivíduo isolado. A caridade eleva-nos à categoria de seres verdadeiramente humanos, porque nos faz copartícipes de todos os problemas de nossos semelhantes, tão-somente dando e suprindo as necessidades, e nunca investigando, como sói acontecer, em nome da justiça. 
Dentro dessa tônica filosófico-moral de caridade, envidamos esforços no sentido de substituir os tratamentos das primeira, segunda e terceira pessoa do singular, pela primeira do plural - NÓS. 
Vulgarmente, a caridade pode ter a acepção de ato de beneficência, sem garantir nenhum direito de quem dele se favoreça, isto é, na prática da caridade, vivendo de caridade ou mesmo benfeitor de obras de caridade. 
Quando a caridade é expressão de beneficência, excluindo todos os direitos de quem dela se beneficia, é sinônimo de: ajuda, socorro, auxílio, benevolência, bondade, favor, filantropia, generosidade, humanidade, afabilidade e liberalidade.
Cumpre-nos inteirar-nos acerca dos deveres da justiça e da caridade. Os deveres da justiça são acanhados, pouco abrangentes visam não à sociedade, mas ao indivíduo isolado da sociedade. Contrariamente, a caridade tem amplos deveres, mais abrangentes e mais ricos de recursos. Ela é indiferente ao beneficiário, porque beneficia a todos em igualdade de condições. É alheia ao modos operandi, porque o que lhe interessa são os fins e não os meios. Pouco lhe importa o custo do socorro, porque o que lhe importa é socorrer. O caridoso age por um impulso de bondade, com imparcialidade e indiscriminação, porque a humanidade é sua irmã. 
Nos domínios da caridade o particular se fragmenta, pulverizando-se, para se converter numa condição de bem-estar geral. A caridade, quando bem vivenciada, constitui o fundamento da justiça justa, porque "ninguém há tão reto juiz de si mesmo que, ou diga ou é, ou seja o que diga" - Vieira. A justiça preocupa-se em respeitar direitos, restituindo aos outros aquilo que por direito lhes pertence.
A caridade atua com com prodigalidade, dá, simplesmente, porque o ato de dar é espontâneo e quem dá caridosamente, dá pela alegria mesma de servir.

* Espírita, médico benemerente e filósofo. 

(Extrato da obra "O Olho e a Lágrima", Fidelis Chamone Jorge, ed. do Autor, Belo Horizonte, 1980). 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

REFLEXÕES ACERCA DA CARIDADE - Fidelis Chamone Jorge*

(1ª parte)

Etimologia
A palavra CARIDADE origina-se do vocábulo em latim CARITAS, CARITATIS, o qual encerra fundamentalmente dois significados, isto é, o relacionado com CARO, CAREZA (preço elevado), bem como CARÍCIA, AMOR, AFEIÇÃO, TERNURA. CARITAS, CARITATIS, por sua vez, originou-se  de CARUS, CARA, CARUM, com significado de:CARO, CUSTOSO, PRECIOSO, AMADO, ESTIMADO.

 Sentido Teologal-Cristão da Caridade
A caridade é usada em dois sentidos: teológico-cristão e filosófico-moral. No sentido teologal-cristão, ela participa das três grandes virtudes do Cristo, pois São Paulo Apóstolo, na sua primeira epístola aos Coríntios, referindo-se à suprema excelência da caridade, afirma: "agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três, mas a maior destas é a caridade". Ela é a maior das três virtudes, porque, através dela, concretizamos o preceito cristão fundamental: "ama a teu próximo como a ti mesmo".
Para São Paulo, a caridade, como que unindo os homens num só sentimento de amor, mantém-nos ligados mutuamente, servindo de denominador comum na vida em sociedade. Não fora o sentimento de caridade, o homem seria destituído de virtude teológica de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Neste sentido, o único objetivo é Deus, o Criador, pelo amor às criaturas. É um traço de união, um ponto de contato entre o Pai e o filho.
Portanto, amar os semelhantes, é um verdadeiro ato de caridade, que certamente agradará ao Senhor. O desejo de amar e de ser caridoso deve ser endereçado, antes de tudo, a Deus, por ser a causa primeira de todas as coisas, pois é a Ele que devemos a nossa própria existência. Com essa atitude de humildade e reconhecimento, estaremos muito mais predispostos  a estender o amor e a caridade numa efusão de prodigalidade a todos os nossos semelhantes.
A caridade é eminentemente uma atitude cristã diante de nós mesmos, diante de Deus e diante de nossos semelhantes, atitude esta que se contrapõe à insensibilidade do ateu que, por não reconhecer a sua contra-parte espiritual e a onipresença de Deus, não terá outra opção, que não a do egoísmo. O egoísmo conduz o homem ao seu próprio aniquilamento, à deshumanização de si mesmo. Esquecendo-se de que, faltoso e pecador, necessitará da indulgência e da caridade dos outros, "porque só a caridade cobrirá a multidão de pecados". (Pedro, 4:8).

* Fidelis Chamone Jorge - médico e filósofo.

(Extrato da obra "O Olho e a Lágrima", ed. do Autor, Fidelis Chamone Jorge, Belo Horizonte, 1980)

  

segunda-feira, 29 de maio de 2017

OPINIÃO DOS ESPÍRITOS (2) - O Evangelho em Nossas Vidas

"Enquanto o espírito do homem se engolfa apenas em cálculos e raciocínios, o Evangelho de Jesus não lhe parece mais que repositório de ensinamentos comuns; mas, quando se lhe despertam os sentimentos superiores, verifica que as lições do Mestre têm vida própria e revelam expressões desconhecidas da sua inteligência, à medida que se esforça na edificação de si mesmo, como instrumento do Pai. Quando crescemos para o Senhor, seus ensinos crescem igualmente aos nossos olhos. Vamos fazer o bem, meu caro!".
(Instrutora espiritual Narcisa para André Luiz, médium Francisco Cândido Xavier, na obra  "Os Mensageiros", ed. FEB).

sábado, 27 de maio de 2017

OPINIÃO DOS ESPÍRITOS (1) - A Terra, Oficina de Trabalho Redentor

"Cesse , para nós outros, a concepção de que a Terra é o vale tenebroso, destinado a quedas lamentáveis, e agasalhemos a certeza de que a esfera carnal é uma grande oficina de trabalho redentor. Preparemo-nos para a cooperação eficiente e indispensável. Esqueçamos os erros do passado e lembremo-nos de nossas obrigações fundamentais". 
(Espírito André Luiz, médium Francisco Cândido Xavier, na obra "Os Mensageiros", ed. FEB).

quinta-feira, 25 de maio de 2017

DIVERSIDADE ESPIRITUAL (dissertação filosófica breve, 6)


 DIVERSIDADE ESPIRITUAL

                                                                 Wagner Marques Lopes

O Espírito ou Princípio Inteligente conhece e se apropria da diversidade para realizar sua trajetória evolutiva.
No conjunto das diversidades raciais, genéticas, sociológicas e culturais são desfechados os avanços espirituais. Se assim não fosse, o ser humano, espírito encarnado, ainda estaria retido na aurora dos tempos, vivendo no cenário das cavernas. Os contrastes, de qualquer natureza, estimulam o desenvolvimento dos indivíduos e dos grupos.
Reencarna-se para progredir. No processo das vidas sucessivas, o Espírito, portanto, evolui pela força da diversidade existente entre as individualidades, e pela diversificação natural apresentada pelo meio ambiente.
Cabe considerar as decisivas diversidades de ordem intelectual e moral, pois os espíritos são criados por Deus, permanentemente – “O Livro dos Espíritos”, questão 80; o que leva espíritos um tanto evoluídos a conviver com espíritos menos evoluídos. No processo de interação, estes últimos se aprimoram ao contato com os primeiros. Os mais evoluídos também se adiantam, pois, ao apoiarem os incipientes e retardatários, cumprem a Lei de Solidariedade e amealham mais créditos junto a Providência Divina, de conformidade com a Lei do Mérito.
Levanta-se uma dúvida, diante de tanta diversidade: Como fica, ante um quadro tão complexo, com tantas diferenças, a unicidade da lei natural? Cabe recorrer à questão 635 de “O Livro dos Espíritos”, que trata das implicações das diferenças oriundas das posições sociais, e que obteve expressiva nota de Allan Kardec, que abaixo é transcrita em itálico:
“As diferentes posições sociais criam novas necessidades, que não são as mesmas para todos os homens. Não fica parecendo que a lei natural não constitui regra uniforme?”
Resposta dos Espíritos da Codificação: “Essas diferentes posições estão na natureza das coisas e segundo a lei do progresso. Isso não impede a unidade da lei natural, que se aplica a tudo”.
“As condições da existência do homem mudam de acordo como os tempos e os lugares, resultando para ele necessidades diferentes e posições sociais apropriadas a essas necessidades. Já que essa diversidade está na ordem das coisas, ela é conforme à lei de Deus, lei que não deixa de ser una em seu princípio. Cabe à razão distinguir as necessidades reais das necessidades artificiais ou convencionais”.
As diversidades são as belas flores da seara evolutiva, prenúncio dos frutos pujantes da perfeição espiritual. 
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sábado, 20 de maio de 2017

Frases Marcantes do Evangelho Espírita (1)


"O Espírito é um campo que precisa ser cultivado".
("O Evangelho segundo o Espiritismo", Allan Kardec, Paris, abril de 1864)