quarta-feira, 20 de setembro de 2017

PAIS DÃO O PERFIL DA SEMENTEIRA (Trova filosófica)

Os pais no campo do lar
dão perfil à sementeira:
o que decidem plantar...
Colhe a sociedade inteira.
                                        Wagner Marques Lopes
 
"O Espírito dos pais tem por missão a educação dos filhos" (Resposta dos Espíritos da Codificação à questão 208, de "O Livro dos Espíritos", Allan Kardec, Paris, 1857).
 
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

DEVER, comentário de "O Evangelho segundo o Espiritismo"

"O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesmo primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas no dever moral e não do dever que as profissões impõem.
Na ordem dos sentimentos, o dever é mais difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas. O dever íntimo do homem fica entregue ao seu lívre arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; muitas vezes, mostra-se impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? Onde termina? O dever principia sempre, para cada um de vós, do ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós".
 
(Espírito Lázaro sobre "O Dever", em O Evangelho segundo o Espiritismo", cap. XVII, item 7)

domingo, 17 de setembro de 2017

DESLUMBRAMENTO (Soneto de OLEGÁRIO MARIANO, psicografia de CHICO XAVIER)

Além, etéreo lume em festa se desata!...
De irisado esplendor o Universo se anima
Cachos de flâmea luz da celeste vindima
Vertem pepitas de ouro em torrentes de prata.
 
O bailado de sóis enternece e arrebata...
Em torno, o ar alimenta, a música sublima!...
Celos e bandolins, quem vos tangem de cima?!
Tudo é glória sem sombra e júbilo sem data.
 
Subo!... No Espaço, entanto, atônito me vejo
Entre alegria e dor, plenitude e desejo...
Súbito, volto à Terra em ternura incontida...
 
Beijo, encantado, o pó das sendas que transponho
e agradeço, oh! Senhor, no templo do meu sonho,
Os cânticos da morte e os soluços da vida!...
 
(Soneto reproduzido pela revista "O Médium", de Juiz de Fora, abril de 1981)
 
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