O Universo Espiritual
Wagner Marques Lopes
A obra
básica “O Evangelho segundo o Espiritismo”, em seu capítulo primeiro menciona a
questão da aliança da Ciência e da Religião. Ali fica evidente que o consórcio
Ciência e Religião não ocorria por existir um vácuo entre as duas, e que somente seria
preenchido com a constatação do que se chamou “Universo espiritual”.
A Doutrina Espírita veio demonstrar a existência do Espírito, e que este
se intercambia com o mundo físico, com as naturais consequências morais, no
campo do bem ou do mal. E sempre em obediência a leis que apresentam
características semelhantes às leis que atuam no plano físico, todas elas muito
familiares a Física e a Química. Somente para citar: lei de causa e efeito, a
lei de ação e reação, leis das afinidades, leis do eletromagnetismo, entre
outras. Foram pioneiros nos estudos do Universo Espiritual consagrados
cientistas europeus, entre eles: Sir William Crookes e Sir Oliver Lodge, no
Reino Unido; Alexandre Aksakof, na Rússia; Ernesto Bozanno, na Itália.
Ao pesquisar as partículas subatômicas, a Ciência está prestes – sem
jamais cair - a “tropeçar” novamente no períspirito, ou corpo espiritual, tão
bem estudado por Crookes, com relatos de suas experiências em sua obra “Fatos
Espíritas”.
Os médiuns espíritas estão por aí a demonstrar que, os poetas retornam do Além, manifestando-se nos salões de práticas mediúnicas e deixando para todos nós as marcas inconfundíveis dos
estilos que os caracterizaram enquanto se movimentavam na matéria densa. De um modo geral, muitos espíritos voltam para falar aos seus entes queridos de pormenores da
convivência terrena e apelidos afetivos que somente eram do conhecimento de
seus parentes.
Muitos perquiridores se
dizem frustrados, alegando que não existe o chamado mundo espiritual e seus
habitantes, que seriam os Espíritos. Alegam que de fato existissem poderiam antecipar
descobertas científicas ou nos revelar estágios mais avançados do conhecimento
científico nas mais diferentes áreas. Tal não ocorre, por dois fortes motivos:
primeiro, porque para isto existem os laboratórios e centros de pesquisa, onde
os cientistas desencarnados atuam, inspirando aqueles que laboram
exaustivamente para descobrir medicamentos e tecnologias que venham trazer
bem-estar ao ser humano; segundo, porque não atingimos ainda um grau de
moralização mais avançado, com vistas a merecermos certas conquistas
científicas.
O Mestre dos Mestres,
Jesus Cristo, alertou de certa feita de que é preciso ter “olhos de ver e ouvidos
de ouvir”. Este tipo de percepção somente se acha aberto para o rico e
imensurável Universo Espiritual.
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