quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

UNIVERSO ESPIRITUAL (dissertação filosófica breve, 3)


O Universo Espiritual

                                                                 Wagner Marques Lopes

       A obra básica “O Evangelho segundo o Espiritismo”, em seu capítulo primeiro menciona a questão da aliança da Ciência e da Religião. Ali fica evidente que o consórcio Ciência e Religião não ocorria por existir um vácuo entre as duas, e que somente seria preenchido com a constatação do que se chamou “Universo espiritual”.

     A Doutrina Espírita veio demonstrar a existência do Espírito, e que este se intercambia com o mundo físico, com as naturais consequências morais, no campo do bem ou do mal.  E sempre em obediência a leis que apresentam características semelhantes às leis que atuam no plano físico, todas elas muito familiares a Física e a Química. Somente para citar: lei de causa e efeito, a lei de ação e reação, leis das afinidades, leis do eletromagnetismo, entre outras. Foram pioneiros nos estudos do Universo Espiritual consagrados cientistas europeus, entre eles: Sir William Crookes e Sir Oliver Lodge, no Reino Unido; Alexandre Aksakof, na Rússia; Ernesto Bozanno, na Itália.

    Ao pesquisar as partículas subatômicas, a Ciência está prestes – sem jamais cair - a “tropeçar” novamente no períspirito, ou corpo espiritual, tão bem estudado por Crookes, com relatos de suas experiências em sua obra “Fatos Espíritas”.  

    Os médiuns espíritas estão por aí a demonstrar que, os poetas retornam do Além, manifestando-se nos salões de práticas mediúnicas e  deixando para todos nós as marcas inconfundíveis dos estilos que os caracterizaram enquanto se movimentavam na matéria densa. De um modo geral, muitos espíritos voltam para falar aos seus entes queridos de pormenores da convivência terrena e apelidos afetivos que somente eram do conhecimento de seus parentes.

   Muitos perquiridores se dizem frustrados, alegando que não existe o chamado mundo espiritual e seus habitantes, que seriam os Espíritos. Alegam que de fato existissem poderiam antecipar descobertas científicas ou nos revelar estágios mais avançados do conhecimento científico nas mais diferentes áreas. Tal não ocorre, por dois fortes motivos: primeiro, porque para isto existem os laboratórios e centros de pesquisa, onde os cientistas desencarnados atuam, inspirando aqueles que laboram exaustivamente para descobrir medicamentos e tecnologias que venham trazer bem-estar ao ser humano; segundo, porque não atingimos ainda um grau de moralização mais avançado, com vistas a merecermos certas conquistas científicas.

    O Mestre dos Mestres, Jesus Cristo, alertou de certa feita de que é preciso ter “olhos de ver e ouvidos de ouvir”. Este tipo de percepção somente se acha aberto para o rico e imensurável Universo Espiritual.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016


PENSAMENTO DEFINITIVO (6)


Sobre a ALIANÇA DA CIÊNCIA E DA RELIGIÃO

  •        "A Ciência e a Religião não puderam, até hoje, entender-se, porque, encarando cada uma de seu ponto de vista exclusivo, reciprocamente se repeliam. Faltava com que encher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse. Esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o Universo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez comprovadas pela experiência essas relações, nova luz se fez; a fé dirigiu-se à razão; esta nada encontrou de ilógico na fé: vencido foi o materialismo."
      ("O Evangelho segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, cap. I, "Não vim destruir a Lei", no seu item 8, "Aliança da Ciência e da Religião"; ed. FEB)
   
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