A TERRA
Agradece, cantando, a Terra que te abriga.
Ela é o seio de amor que te acolheu criança,
O berço que te trouxe a primeira esperança,
O campo, o monte, o vale, o solo e a fonte amiga..
Do seu colo aponta a generosa espiga,
Que te farta o celeiro e te rege a abastança,
Dela surge, divino, o lar que te descansa
A mente atribulada entre o sonho e a fadiga.
Louva-lhe a própria dor amarga, escura e vasta,
E exalta-lhe o grilhão que te encadeia e arrasta,
Constringindo-lhe o peito atormentado e aflito.
Bendize-lhe as lições na carne humilde e santa...
A Terra é a Grande Mãe que te ampara e levanta
Das trevas abismais para os sóis do Infinito!...
Amaral Ornelas
(Soneto psicografado por Francisco Cândido Xavier,
inserido na obra "Mãe - Antologia Mediúnica",
Casa Editora O CLARIM, Matão, SP).
A coerência entre os versos de Amaral Ornelas e as informações de André Luiz, o Repórter do Mundo Espiritual:
"A Terra é também uma grande mãe, cujos braços acolhedores, se estendem pelo espaço além, ofertando-nos outros campos de aprimoramento e redenção".
(Espírito André Luiz, médium Francisco Cândido Xavier,
na obra "Obreiros da Vida Eterna", ed. FEB).
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