sábado, 8 de outubro de 2016


O SENTIDO DA VIDA
(em trova)


Vida é longo aprendizado

para a grandeza do ser.

Quem pensa haver fracassado,

sempre acaba por vencer.

                                       Wagner Marques Lopes

O LAR em trovas -  parte 3

                                                                              Wagner Marques Lopes


Na proteção do lar
Seja minha e seja tua
esta verdade solar:
quem perdoa lá na rua
resguarda as portas do lar.
O lar e a família universal
A alegria é ver no lar
a escola-luz, soberana,
onde aprendemos amar
a imensa família humana.
No lar, o amor confiante
No lar, alguém que lidera,
dispensando muito amor,
suporta a mais longa espera –
tem a fé, ao seu dispor.
Astronauta do sol do amor
Eu quero alcançar a estrela
do amor a me confortar,
para enfim poder retê-la
no recesso do meu lar.
(())

quinta-feira, 6 de outubro de 2016


A FAMÍLIA em trovas, parte 5

                                         A Família (pintura de Tarsila do Amaral) 


Família cristianizada
Família cristianizada –
que adota e vive as virtudes –
é o bem ganhando a empreitada
pelos caminhos mais rudes.
Notícia para o grupo familiar
Um viver abençoado
no qual de fato confio:
se o grupo põe mão no arado,
vence o passado sombrio.
A família na ação social
A vida ganha sentido,
expressão, muita beleza,
quando o pão é repartido
muito além de nossas mesas.
Parentela e paciência
Paciência! – eis a senha!
Renovação das mais ricas:
tem domínio quem se empenha –
largando o ódio e futricas…
(())

domingo, 2 de outubro de 2016

NATUREZA e NOSSA IDENTIDADE ESPIRITUAL (artigo, 4)

 
                                               Wagner Marques Lopes

     A todos os humanos foi facultada por Deus a condição de usufrutuários dos bens naturais – “Os bens da Terra pertencem a Deus, que os distribui a seu grado, não sendo o homem senão o usufrutuário, o administrador mais ou menos íntegro desses bens” –“O Evangelho segundo o Espiritismo”, Allan Kardec.
     Isso significa não depredar ou lançar mão de uma forma irracional de tais bens ou recursos. Ao desfechar as múltiplas agressões, os atentados contra a Natureza, conspiramos contra a nossa identidade primeira, primordial. Até porque (“os Espíritos são uma das potências da Natureza” – “O Livro dos Espíritos”, resposta à questão de nº 87). Um ser humano também é um Espírito - um “Espírito encarnado”. Não podemos negar a nossa identidade com a Natureza. Ela precede a nossa identidade cidadã, exigida por lei do Estado; estando enraizada em nossa origem espiritual.
      O rio precisa fluir sem quaisquer danos para que, de forma ininterrupta, as comunidades ribeirinhas e um pouco mais distantes das correntes possam desfrutar de suas águas, sem maiores custos de captação, tratamento e distribuição.
     A mata deve ser preservada – altar sagrado das nascentes.
    Os mares não podem ser perigosamente contaminados, sem que os plânctons sejam atingidos, comprometendo a participação - hoje, considerada a maior cota - que a estes cabe na oxigenação da atmosfera planetária.
   As aves precisam se multiplicar em liberdade para que os insetos daninhos não proliferem em excesso; ao tempo em que todos os pássaros colaboram na disseminação das sementes.
   O Espírito Emmanuel, orientador do médium Chico Xavier, sempre buscou na Natureza os exemplos vivos do serviço edificante. Em suas mensagens sempre citou a colaboração contínua e desinteressada da árvore, da fonte, da chuva, do raio, da abelha e das aves.
  Se tais elementos se encontram nos patamares primeiros da cadeia vital e estão sempre dispostos a servir, compete ao homem, Espírito encarnado, espelhar-se em suas obras de renúncia e também servir com desprendimento. Para que tal aconteça com frutífero sucesso, o primeiro mandamento para todo ser humano deve ser o de respeitar os seus inúmeros serviçais do ambiente natural. Quem não reverencia e protege uma fonte de água não se acha preparado para amparar seus descendentes, muito menos a extensa família humana.
    Algumas vezes, tivemos oportunidade de ouvir falas estranhas e atitudes sem qualquer mérito. Um homem de idade mediana que se dizia disposto a gastar água à vontade, pois que a carência de água seria problema para os seus netos. De outra feita, um jovem cortava a machado uma frondosa árvore sob a alegação de que o dono da casa resolvera por seu corte porque uma filha de cerca de sete anos nela subia frequentemente e levava tombos. Ficou a triste lição: “exemplar a árvore, jamais a criança” (!).
 O ser humano não faz as noites, mas, infelizmente por suas atitudes impensadas ou antinaturais pode fazer anoitecer em muitos espaços, por décadas ou séculos. Em alguns lamentáveis casos, as noites por nos desfechadas hão de ser definitivas. Pensemos nisso. Façamos luz! “Brilhe vossa luz”, solicitou Jesus Cristo.


(())