quinta-feira, 30 de março de 2017

LÉON DENIS - AS MONTANHAS, O MAR E AS ALMAS

       
Depois de dizer que, em certos pontos costeiros da França, o oceano e as montanhas se opõem - enquanto o primeiro é "a agitação sem tréguas", o outro é a "majestosa calma", Léon Denis alega que no domínio moral as almas também se contrapõem no curso do aperfeiçoamento:
"Almas existem, de aptidões infinitamente variadas: almas obscuras e brilhantes, nobres ou vulgares, tristes ou alegres, Almas de fé, Almas de dúvida, Almas de gelo, Almas de fogo! Todas parecem misturar-se, confundir-se na imensa arena da vida. Dessas discordâncias aparentes, dessas atrações, desses contrastes, provêm as lutas, os conflitos, os ódios, os amores loucos, as felicidades inebriantes, as dores agudas. Mas, desse bracejar contínuo, certa mistura se produz; perpétuas trocas se efetuam; uma ordem crescente se origina. Os fragmentos das rocas e as pedras arrastadas pela torrente transformam-se, pouco a pouco, em calhaus redondos e polidos. O mesmo acontece com as Almas: chocadas, roladas pelo rio das existências, de grau em grau, de vida em vida encaminham-se na senda das perfeições".

(Léon Denis, no capítulo XIII, A Montanha, da obra "O Grande Enigma", ed. FEB)

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terça-feira, 28 de março de 2017

MENSAGENS DA VIDA MAIOR (14)

MÁ-VONTADE

"Não vos comuniqueis com as 
                                       obras infrutuosas das trevas - Paulo. (EFÉSIOS, 5:11)

Má-vontade gera sombra.
A sombra favorece a estagnação.
A estagnação conserva o mal.
O mal entroniza a ociosidade.
A ociosidade cria a discórdia.
A discórdia desperta o orgulho.
O orgulho desperta a vaidade.
A vaidade atiça a paixão inferior.
A paixão inferior provoca a indisciplina.
A indisciplina mantém a dureza de coração.
A dureza de coração impõe a cegueira espiritual.
A cegueira espiritual conduz ao abismo.
Entregue às obras infrutuosas da incompreensão, pela simples má-vontade pode o homem rolar indefinidamente ao precipício das trevas.

(Página ditada pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier,
constante da obra "Pão Nosso", ed. FEB).