sábado, 17 de setembro de 2016



O PERDÃO em trovas, parte 6


                      Wagner Marques Lopes









21

Sempre que alguém se aproxima
a rogar-nos o perdão,
vem claridade de cima -
luz ao nosso coração!

22

Não pode ser meritória
nenhuma glória do instante,
se o homem não traz a glória
do perdão ao semelhante.

23

As janelas do Infinito
se abrindo de par em par:
alguém, num gesto bonito,
por aqui vai perdoar.

24

O ódio sempre destoa... -
tornando a vida pequena.
Perdão – faz a vida boa,
engrandecida e serena.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2016


A FAMÍLIA em trovas, parte 3




  Wagner Marques Lopes




Mãe
A mãe é o ser que confia
em seu filho, a toda prova.
Ora, age e renuncia
para vê-lo em senda nova.

A fórmula da paz caseira 

Brigas em casa, à vontade?
Eis a fórmula eficaz:
ouvir com serenidade
+ perdão = a paz.

Família - opção pelo ser 

Fama, glória, altas vistas...
Minimiza sempre o ter.
Liberdade tu conquistas
Aperfeiçoando o Ser.

Amor em família

Em família, a vida é feita
de senões, a cada instante.
Não podendo ser perfeita,
tendo o amor... Eis o bastante
.
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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

TROVAS do OTIMISMO 

e do BOM ÂNIMO (parte 4)




                              Wagner Marques Lopes


Ao raiar do novo dia

quantas razões de viver!...

A esperança se irradia

nas brumas do amanhecer!...

-

Façam abaixo-assinados...

Convoquem... Estendam listas:

" - Que surjam, por todos lados, 

criaturas otimistas!".

-

O céu não se faz distante.

Podes tê-lo aqui, agora:

no serviço ao semelhante

o céu se faz sem demora.

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terça-feira, 13 de setembro de 2016

SONETO MEDIÚNICO (1) - TOBIAS BARRETO/CHICO XAVIER

TUDO
                                                  Tobias Barreto

Do átomo de lodo à estrela que fulgura,
do azulado painel de láureas do Infinito,
do ciciar do inseto ao cavernoso grito
das fôrças do trovão que ribomba na altura...
Da luz viva do Sol à treva em noite escura,
da pérola de orvalho ao bloco de granito,
do côvado de terra ao espaço irrestrito,
da brandura da fonte à rocha que a segura...
Da lesma atada ao barro aos pássaros na aurora,
do coração que ri ao coração que chora,
daquilo que se estima a qualquer ponto inverso...
Da idéia antiga e estreita à idéia nova e grande,
da forma que regride à vida que se expande,
tudo fala de Deus na pompa do Universo.
·          
(Soneto recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier,
 em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã,
na noite de 6-3-71,
 em Uberaba, Minas).
Revista “Reformador” – junho de 1971.