TUDO
Tobias Barreto
Do átomo de lodo à estrela que
fulgura,
do azulado painel de láureas do Infinito,
do ciciar do inseto ao cavernoso grito
das fôrças do trovão que ribomba na altura...
do azulado painel de láureas do Infinito,
do ciciar do inseto ao cavernoso grito
das fôrças do trovão que ribomba na altura...
Da
luz viva do Sol à treva em noite escura,
da pérola de orvalho ao bloco de granito,
do côvado de terra ao espaço irrestrito,
da brandura da fonte à rocha que a segura...
da pérola de orvalho ao bloco de granito,
do côvado de terra ao espaço irrestrito,
da brandura da fonte à rocha que a segura...
Da
lesma atada ao barro aos pássaros na aurora,
do coração que ri ao coração que chora,
daquilo que se estima a qualquer ponto inverso...
do coração que ri ao coração que chora,
daquilo que se estima a qualquer ponto inverso...
Da
idéia antiga e estreita à idéia nova e grande,
da forma que regride à vida que se expande,
tudo fala de Deus na pompa do Universo.
da forma que regride à vida que se expande,
tudo fala de Deus na pompa do Universo.
·
(Soneto recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier,
em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã,
na noite de 6-3-71, em Uberaba, Minas).
Revista “Reformador” – junho de 1971.
em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã,
na noite de 6-3-71, em Uberaba, Minas).
Revista “Reformador” – junho de 1971.
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