DIVERSIDADE ESPIRITUAL
Wagner Marques Lopes
Wagner Marques Lopes
O Espírito ou
Princípio Inteligente conhece e se apropria da diversidade para realizar sua
trajetória evolutiva.
No conjunto das
diversidades raciais, genéticas, sociológicas e culturais são desfechados os
avanços espirituais. Se assim não fosse, o ser humano, espírito encarnado,
ainda estaria retido na aurora
dos tempos, vivendo no cenário das cavernas. Os contrastes, de
qualquer natureza, estimulam o desenvolvimento dos indivíduos e dos grupos.
Reencarna-se para
progredir. No processo das vidas sucessivas, o Espírito, portanto, evolui pela força da diversidade existente entre as individualidades, e pela diversificação natural apresentada pelo meio ambiente.
Cabe considerar as
decisivas diversidades de ordem intelectual e moral, pois os espíritos são criados
por Deus, permanentemente – “O Livro dos Espíritos”, questão 80; o que leva
espíritos um tanto evoluídos a
conviver com espíritos menos evoluídos. No processo de interação,
estes últimos se aprimoram ao contato com os primeiros. Os mais evoluídos
também se adiantam, pois, ao apoiarem os incipientes e retardatários, cumprem a
Lei de Solidariedade e amealham mais créditos junto a Providência Divina, de
conformidade com a Lei do Mérito.
Levanta-se uma dúvida,
diante de tanta diversidade: Como fica, ante um quadro tão complexo, com tantas
diferenças, a unicidade da lei natural? Cabe recorrer à questão 635 de “O Livro dos Espíritos”, que trata das implicações das diferenças oriundas das posições sociais, e que
obteve expressiva nota de Allan Kardec, que abaixo é transcrita em itálico:
“As diferentes
posições sociais criam novas necessidades, que não são as mesmas para todos os
homens. Não fica parecendo que a lei natural não constitui regra uniforme?”
Resposta dos Espíritos
da Codificação: “Essas diferentes posições estão na natureza das coisas e
segundo a lei do progresso. Isso não impede a unidade da lei natural, que se
aplica a tudo”.
“As condições da existência do homem mudam de acordo como os tempos e os
lugares, resultando para ele necessidades diferentes e posições sociais
apropriadas a essas necessidades. Já que essa diversidade está na ordem das
coisas, ela é conforme à lei de Deus, lei que não deixa de ser una em seu
princípio. Cabe à razão distinguir as necessidades reais das necessidades
artificiais ou convencionais”.
As diversidades são as
belas flores da seara evolutiva, prenúncio dos frutos pujantes da perfeição
espiritual.
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