Etimologia
A palavra CARIDADE origina-se do vocábulo em latim CARITAS, CARITATIS, o qual encerra fundamentalmente dois significados, isto é, o relacionado com CARO, CAREZA (preço elevado), bem como CARÍCIA, AMOR, AFEIÇÃO, TERNURA. CARITAS, CARITATIS, por sua vez, originou-se de CARUS, CARA, CARUM, com significado de:CARO, CUSTOSO, PRECIOSO, AMADO, ESTIMADO.
Sentido Teologal-Cristão da Caridade
A caridade é usada em dois sentidos: teológico-cristão e filosófico-moral. No sentido teologal-cristão, ela participa das três grandes virtudes do Cristo, pois São Paulo Apóstolo, na sua primeira epístola aos Coríntios, referindo-se à suprema excelência da caridade, afirma: "agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três, mas a maior destas é a caridade". Ela é a maior das três virtudes, porque, através dela, concretizamos o preceito cristão fundamental: "ama a teu próximo como a ti mesmo".
Para São Paulo, a caridade, como que unindo os homens num só sentimento de amor, mantém-nos ligados mutuamente, servindo de denominador comum na vida em sociedade. Não fora o sentimento de caridade, o homem seria destituído de virtude teológica de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Neste sentido, o único objetivo é Deus, o Criador, pelo amor às criaturas. É um traço de união, um ponto de contato entre o Pai e o filho.
Portanto, amar os semelhantes, é um verdadeiro ato de caridade, que certamente agradará ao Senhor. O desejo de amar e de ser caridoso deve ser endereçado, antes de tudo, a Deus, por ser a causa primeira de todas as coisas, pois é a Ele que devemos a nossa própria existência. Com essa atitude de humildade e reconhecimento, estaremos muito mais predispostos a estender o amor e a caridade numa efusão de prodigalidade a todos os nossos semelhantes.
A caridade é eminentemente uma atitude cristã diante de nós mesmos, diante de Deus e diante de nossos semelhantes, atitude esta que se contrapõe à insensibilidade do ateu que, por não reconhecer a sua contra-parte espiritual e a onipresença de Deus, não terá outra opção, que não a do egoísmo. O egoísmo conduz o homem ao seu próprio aniquilamento, à deshumanização de si mesmo. Esquecendo-se de que, faltoso e pecador, necessitará da indulgência e da caridade dos outros, "porque só a caridade cobrirá a multidão de pecados". (Pedro, 4:8).
* Fidelis Chamone Jorge - médico e filósofo.
* Fidelis Chamone Jorge - médico e filósofo.
(Extrato da obra "O Olho e a Lágrima", ed. do Autor, Fidelis Chamone Jorge, Belo Horizonte, 1980)
Queria mais informações sobre o autor desta bela página, se vivo, onde vive, títulos suas obras publicadas, onde encontrar... etc. grata
ResponderExcluirO autor, médico e filósofo,faleceu no dia 12/10//1991, no Hospital Fekicio Roxo, Belo Horizonte.Deixou diversas obras literárias.
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