DO POUCO...
Custódio de Azevedo Beiral
Esse "pouco" que podes dispender,
vale o "muito" que falta completar,
para dar-te a alegria de dizer:
- Transformei uma cela num altar!
Esse "pouco" que fazes reverter
no pão e no agasalho dos sem lar,
rende juros que não podem caber
nos cofres que jamais quiseram dar!
Por isso meu amigo, estende a mão
e ajuda os malsinados companheiros,
que resvalam sem fé no coração.
Liberto um dia do terráqueo espinho,
verás que são tecidos os roteiros
do "pouco" que cedemos no caminho...
""""""""
(Publicado pela revista "O Médium", de Juiz de Fora, julho/71)
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