CORNÉLIO PIRES
CORNÉLIO PIRES (Tietê, São Paulo, 1884 - São Paulo, Capital, 1958).
De sua extensa bibliografia, citamos: Musa Caipira (1910), Quem conta um Conto (1919),
Patacoadas (1926), Tarrafadas (1932). Encantado com a vida rural, soube retratá-la com
um fino humor. Suas publicações de cunho estritamente espírita: "Coisas d´Outro Mundo"
(1944) e "Onde estás, ó Morte?" (1947). Foi divulgador de peças teatrais pelo interior do
Brasil, com o seu "Teatro Ambulante Gratuito Cornélio Pires". Foi um defensor da radio-
fonia da mensagem espírita. Retornando um dia a Tietê, sua terra natal, fundou a "Granja
de Jesus", um lar para crianças, do qual não viu o fim das obras.
Pela medinidade de Francisco Cândido Xavier endereçou-nos inúmeras trovas, filosóficas e humorísticas. Citamos algumas:
- "Felicidade é a soma" -
disse Marinho Irajá -
"Não daquilo que se toma,
mas daquilo que se dá".
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Frases do jazigo escuro:
Jaz aqui Gil de Muquém.
Era tão puro, tão puro,
que não viveu com ninguém.
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Quem mata o tempo na vida,
por muito que se conforte,
acaba enterrado em vida
muito tempo antes da morte.
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Nem sempre existe defeito
onde o chiste desagrade.
Às vezes a troça é o jeito
de transmitir a verdade.
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Não julgues a vida errada
pela sombra que ela tem.
Raio que cai na chapada
cai na avenida também.
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- " Pão que sobra é contrabando, -
falou Maria Correia -
"Pedaço que está faltando
no prato da casa alheia."
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(Espírito Cornélio Pires/Médium Chico Xavier,
na obra "O Espírito de Cornélio Pires", ed. FEB)
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