quinta-feira, 15 de junho de 2017

Construção íntima (trova filosófica)



Há ruas inacabadas,

becos de triste palor –

obras a serem tocadas

no meu mundo interior.
                                            Wagner Marques Lopes

domingo, 11 de junho de 2017

O LAR NO TRABALHO REDENTOR (trova)


Aquele lar que se alteia
no trabalho redentor,
vem repartir, de mão-cheia,
todas virtudes do amor. 

                                                 Wagner Marques Lopes

sexta-feira, 9 de junho de 2017

OPINIÃO DOS ESPÍRITOS (3) - A Sustentação do Lar

E eles disseram: Crê no Senhor Jesus-Cristo, e serás salvo, tu e a tua casa" - (Atos, 16:31).

" No lar onde exista uma só pessoa que creia sinceramente em Jesus e se lhe adapte aos ensinamentos redentores, pavimentando o caminho pelos padrões do Mestre, aí permanecerá a suprema claridade para a elevação". 
(...)
Basta uma estaca para sustentar muitos ramos.
Uma pedra angular equilibra um edifício inteiro."  

(Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, na mensagem "Tu e Tua Casa", obra "Vinha de Luz", ed. FEB). 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

"A paz é o caminho bom" (trova)


 A paz é o caminho bom.
Respeitemos cada irmão.
Ajamos no mesmo tom:
"Mais paz! Violência não!"

                                Wagner Marques Lopes

domingo, 4 de junho de 2017

SUPERCULTURA E CALAMIDADES MORAIS (página psicografada)

"Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; 
e o que tens preparado para quem será?" - JESUS. (Lucas, 12:20)

Não basta juntar valores materiais para a garantia da felicidade. 

A supercultura consegue atualmente na Terra feitos prodigiosos, em todos os reinos da Natureza física, desde o controle das forças atômicas às realizações da astronáutica. No entanto, entre os povos mais adiantados do planeta, avançam duas calamidades morais do materialismo, corrompendo-lhes as forças: o suicídio e a loucura, ou, mais propriamente, a angústia e a obsessão. 
É que o homem não se aprovisiona de reservas espirituais à custa de máquinas. Para suportar os atritos naturais à evolução e aos conflitos resultantes da luta regenerativa, precisa alimentar-se com recursos da alma e apoiar-se neles. 

Nesse sentido, vale recordar o sensato comentário de Allan Kardec, no item 14, do Capítulo V, de "O Evangelho segundo o Espiritismo", sob a epígrafe "O Suicídio e a Loucura":
"A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio. Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se devem à comoção produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar. Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira que o Espiritismo faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as decepções que o houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força, que o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os quais, se não fora isso, o conturbariam".

Espíritas, amigos! Atendamos à caridade que suprime a penúria do corpo, mas não desprezemos o socorro às necessidades da alma! Divulguemos a luz da Doutrina Espírita! Auxiliemos o próximo a discernir e pensar.

(Espírito Emmanuel, médium Chico Xavier, na obra "Ceifa de Luz", ed. FEB)  

sábado, 3 de junho de 2017

NA CULTURA DA PAZ (página psicografada)

"Bem-aventurados os pacificadores 
porque serão chamados filhos de Deus." - JESUS (Mateus, 5:9)

Na cultura da paz, saibamos sempre:

respeitar as opiniões alheias como desejamos seja mantido o respeito dos outros para com as nossas;
colocar-nos na posição dos companheiros em dificuldades, a fim de que lhes saibamos ser úteis;
calar referências impróprias ou destrutivas;
reconhecer que as nossas dores e provações não são diferentes daquelas que visitam o coração do próximo;
consagrar-nos ao cumprimento das próprias obrigações;
fazer de cada ocasião a melhor oportunidade de cooperar a benefício dos semelhantes;
melhorar-nos através do trabalho e do estudo, seja onde for;
cultivar o prazer de servir;
semear o amor, por toda parte, entre amigos e inimigos;
jamais duvidar da vitória do bem.

Buscando a consideração dos pacificadores, guardemos a certeza de que a paz verdadeira não surge espontânea, de vez que é e será sempre fruto do esforço de cada um.

(Espírito Emmanuel, médium Francisco Cândido Xavier, na obra "Ceifa de Luz", ed. FEB) 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

REFLEXÕES ACERCA DA CARIDADE - Fidelis Chamone Jorge*

2ª parte, final

Sentido filosófico-moral da Caridade

A caridade no sentido filosófico-moral é usada em contraposição ou antítese da justiça. Desta maneira visamos ao bem e à segurança do próximo, como de nós mesmos. Objetivamos o suprimento daquilo que falta ao homem, não por seus direitos adquiridos por lei, senão por suas próprias necessidades. O que é bem outra coisa, porque a justiça luta pelos direitos do homem, vendo-o não como um todo, num complexo social, mas como indivíduo isolado. A caridade eleva-nos à categoria de seres verdadeiramente humanos, porque nos faz copartícipes de todos os problemas de nossos semelhantes, tão-somente dando e suprindo as necessidades, e nunca investigando, como sói acontecer, em nome da justiça. 
Dentro dessa tônica filosófico-moral de caridade, envidamos esforços no sentido de substituir os tratamentos das primeira, segunda e terceira pessoa do singular, pela primeira do plural - NÓS. 
Vulgarmente, a caridade pode ter a acepção de ato de beneficência, sem garantir nenhum direito de quem dele se favoreça, isto é, na prática da caridade, vivendo de caridade ou mesmo benfeitor de obras de caridade. 
Quando a caridade é expressão de beneficência, excluindo todos os direitos de quem dela se beneficia, é sinônimo de: ajuda, socorro, auxílio, benevolência, bondade, favor, filantropia, generosidade, humanidade, afabilidade e liberalidade.
Cumpre-nos inteirar-nos acerca dos deveres da justiça e da caridade. Os deveres da justiça são acanhados, pouco abrangentes visam não à sociedade, mas ao indivíduo isolado da sociedade. Contrariamente, a caridade tem amplos deveres, mais abrangentes e mais ricos de recursos. Ela é indiferente ao beneficiário, porque beneficia a todos em igualdade de condições. É alheia ao modos operandi, porque o que lhe interessa são os fins e não os meios. Pouco lhe importa o custo do socorro, porque o que lhe importa é socorrer. O caridoso age por um impulso de bondade, com imparcialidade e indiscriminação, porque a humanidade é sua irmã. 
Nos domínios da caridade o particular se fragmenta, pulverizando-se, para se converter numa condição de bem-estar geral. A caridade, quando bem vivenciada, constitui o fundamento da justiça justa, porque "ninguém há tão reto juiz de si mesmo que, ou diga ou é, ou seja o que diga" - Vieira. A justiça preocupa-se em respeitar direitos, restituindo aos outros aquilo que por direito lhes pertence.
A caridade atua com com prodigalidade, dá, simplesmente, porque o ato de dar é espontâneo e quem dá caridosamente, dá pela alegria mesma de servir.

* Espírita, médico benemerente e filósofo. 

(Extrato da obra "O Olho e a Lágrima", Fidelis Chamone Jorge, ed. do Autor, Belo Horizonte, 1980).