quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Não Esquecer "O ANÚNCIO DIVINO"

A palavra do anjo aos pastores continua vibrando sobre o mundo, embora as sombras densas que envolvem as atividades dos homens.
Como aconteceu, há dois mil anos, a Espiritualidade anuncia que nasceu o Salvador.
Onde se encontram os que desejam a luminosa notícia?
Nas cidades e nos campos, há multidões atormentadas, corações inquietos, almas indecisas.
Muita gente pergunta pela Justiça do Céu.
Longas fileiras de criaturas procuram os templos da fé, incapazes porém, de ouvir o anúncio divino.
A família cristã, em grande parte, experimenta a incerteza dos mais fracos.
Muitos discípulos cuidam somente de política, outros apenas de intelectualismo ou de expressões sectárias.
Entretanto, sem que o Cristo haja nascido na "terra do coração", a política pode perverter, a filosofia pode arruinar, a seita é suscetível de destruir pelo veneno da separatividade.
A paisagem humana sempre exibiu os quadros do ódio e da desolação.
No longo caminho evolutivo, como sempre, há doentes, criminosos, ignorantes, desalentados, esperando a divina Influência do Mestre.
Muitos já ouviram ou pregaram as mensagens do Evangelho, mas,
não desocuparam o coração para que Jesus os visite.
Não renunciam às cargas pesadas de que são portadores e, cedo ou tarde, dão a  prova de que, nos serviços da fé, não passaram de ouvintes ou transmissores.
No íntimo, não obstante a condição de necessitados, guardam, ciosamente, o material primitivista do "homem velho".
Esquecem-se de que Jesus é o Amigo renovador, o Mestre que transforma.
Os séculos transcorrem. As exigências de cada homem sucedem-se no caminho terrestre.
E a Espiritualidade continua convidando as criaturas para as esferas
mais altas.
Bendito, assim, todo aquele que puder ouvir a voz do anjo que ainda se dirige aos simples de coração, sentindo entre as lutas terrestres, que o Cristo nasceu hoje no país de sua alma.

(O Evangelho por EMMANUEL, comentários ao Evangelho segundo Lucas, médium Chico Xavier, ed. FEB)
E

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