Uma parábola ensina
que, um cobrador condenava
pobretão de triste sina
que seu débito aceitava.
E quando aquele o azucrina,
a Voz do Céu - que faltava,
lembra-lhe ser pequenina
a dívida que cobrava...
E lhe recorda, amorável,
que o Senhor o dispensara
de soma considerável...
- E nós vivemos cobrando,
com nossa razão avara,
o que Deus vem perdoando!
(Soneto publicado na edição 374, de junho de 1971,
da revista "O Médium", de Juiz de Fora, MG)
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