sexta-feira, 7 de julho de 2017

DO EVANGELHO (Um soneto de Custódio de Azevedo Beiral)

Uma parábola ensina
que, um cobrador condenava
pobretão de triste sina
que seu débito aceitava.

E quando aquele o azucrina,
a Voz do Céu - que faltava,
lembra-lhe ser pequenina
a dívida que cobrava...

E lhe recorda, amorável,
que o Senhor o dispensara
de soma considerável...

- E nós vivemos cobrando,
com nossa razão avara,
o que Deus vem perdoando!

(Soneto publicado na edição 374, de junho de 1971, 
da revista "O Médium", de Juiz de Fora, MG)

////////

Nenhum comentário:

Postar um comentário