Wagner Marques Lopes
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O Codificador do Espiritismo, Allan Kardec,
percebeu que, o indivíduo
somente encontraria segurança espiritual em suas ações se dispusesse de um
perfeito código moral para orientá-lo. Assim
sendo, começou a trabalhar na redação de uma obra que, preliminarmente, recebeu
o título de “Imitação de O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Em 9 de agosto de 1863, em Ségur, pelo médium
Sr. D´A, surge o apoio definitivo e a conclamação dos Espíritos da Codificação
ao Missionário da 3ª. Revelação: “Aproxima-se a hora em que te será necessário
apresentar o Espiritismo qual ele é, mostrando a todos onde se encontra a
verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo”.
Em 1865, Kardec publica “O Evangelho segundo o Espiritismo”. Ele anota na Introdução do livro : “Esta obra é para uso de todos. Dela podem todos
haurir os meios de conformar com a moral do Cristo o respectivo proceder. Aos
espíritas oferece aplicações que lhes concernem de modo especial”.
“Para
uso de todos” – um medicamento sem restrições, que no recesso dos lares deve
ser colocado ao alcance das crianças, pelos exemplos a que induz; com a sua
divulgação no meio familiar durante o Culto do Evangelho no Lar.
Sendo “O Evangelho segundo o Espiritismo” um seguro código moral e eficaz recurso
medicamentoso, resta saber o posicionamento do discípulo frente às propostas
educativas e libertadoras das mensagens cristãs.
O Espírito Emmanuel, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, na
Introdução da obra “Vinha de Luz”, ed. FEB, depois de elencar vários
sentimentos e estados de espíritos de que se alimentam os indivíduos e que
trazem desequilíbrios ao ser humano: tristeza, insulamento, prazer barato,
revolta, conflitos, cálculos, aflições, mentiras... – assim afirma: “O
discípulo de Jesus, porém – aquele homem que já se entediou das substâncias
deterioradas da experiência transitória – pede a luz da sabedoria, a fim de
aprender a semear o amor em companhia do Mestre...”.
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